segunda-feira, 29 de junho de 2009

Cansaço do "azar no amor"


Estava conversando com um amigo hoje sobre a vida sentimental dele e fui pego de surpresa. Ele não costuma ter muita sorte com relacionamentos. Sempre tem alguma coisa que acaba atrapalhando o “felizes para sempre”. Quando gosta da pessoa certa, ela não pode. Quando gosta de alguém que julga ser uma pessoa boa pra ele, se equivoca. Até onde pode ir a paciência de alguém que não consegue, por mais que se esforce para dar certo, ter um relacionamento estável?


Não se pode fazer um relacionamento dar certo sozinho. Eu disse isso a ele. Mas esse não é o caso e eu sei disso. Acho que ele aprendeu essa lição. Pensei no que mais poderia dizer a ele e falei “Nem sempre a gente acerta. Errar nisso é muito comum.”. Senti como se estivesse sendo redundante. Provavelmente fui, pois ele não me respondeu nada. Pensei em mais alguma coisa e tentar ser útil. Fiquei sem saber o que dizer e finalmente fui preenchido sentimento que ele experimentava. O súbito funcionamento normal da minha empatia me colocou diante de uma exaustão e desgaste fortes para deixar qualquer um cansado e sentado sem querer levantar. Uma sensação que se parece com a de parar em uma trilha, depois de se perder, e se render ao cansaço sentando em uma pedra e olhando para o por do sol sozinho. É bonito. E triste. Pensar que todo o esforço te levou até lá e te fez desfrutar de algo bom no fim das contas. Entretanto, você não quer levantar e continuar por mais que a noite esteja caindo e você fique entregue a noite e ao passar lento do tempo...


Acho que “angustiante” poderia ser a palavra, mas algo sobressai à angústia quando você é quem está sentado na pedra: “desesperança”. Talvez a fadiga seja o que desgaste a esperança e a transforme em desesperança. O que eu posso dizer é que seja o que for, não há o que fazer. Vai ser uma espera até que o sol saia do lado oposto do da paisagem ou até o momento em que volte a vontade de andar mais e sair de onde se está.

Não há o que te fazer levantar num momento como esse. Parece que tudo o que você quer mesmo é ficar ali. Só isso. Pensar o passado cansa, o futuro precisa de energia para ser vivido, e o presente está preenchido de estafa. O que pode ser diferente de pessoa para pessoa é o que se pensa em um momento como esses. Os mais otimistas devem pensar no quanto caminharam e o quanto aprenderam ao caminhar para mudar o seu futuro. Os mais pessimistas devem pensar no quanto desperdiçaram suas energias em algo que não valeu o investimento. Os neutros que estariam pensando coisas desconexas ou ainda um último grupo. Os neutros, que assim como eu, estariam pensando em como se sentem agora. Seriam os neutros, pois apesar de seus pensamentos poderem ser mais positivos ou mais negativos, eles não estaria relacionados ao passado nem ao futuro, mas ao presente.


Fiquei invadido por esse sentimento, essa sensação e só pude dizer que entendo o que ele está sentindo. O que mais eu poderia dizer? Ele está cansado e descansar é tudo o que ele pode fazer. Não sei se ele seria do mesmo grupo que o meu. Disse a ele o que eu provavelmente gostaria de ouvir. Me peguei absorto em uma reflexão como se eu estivesse no lugar dele e isso me fez pensar: “E se o cansaço não passar? Pode ser o cansaço de uma vida. Pode não haver mais forças para se tentar. Pode não se querer mais tentar. Pode não se esperar mais nada.”


Ficar em seu lugar por minutos foi o suficiente para descobrir que acho que eu não saberia nem como começar a lidar com essa situação. Como eu estaria me sentindo? Acho que estaria andando a esmo dentro de mim mesmo enquanto meu corpo ficaria dolorido de estar sendo em uma pedra, sentindo o frio da noite e com o corpo na mesma posição devido o transe da minha epifania sem sucesso...


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sexta-feira, 22 de maio de 2009

"Normal" ou "Patológico"?


Normal ou Patológico?


Hoje eu estava com meus amigos conversando na faculdade sobre nossa sociedade e fiquei triste depois da conversa. Acho que é uma conclusão que pode parecer um pouco óbvia para muitos, errada para outros, mas pareceu tão próxima da minha realidade que eu sinto como inegável:


Nossa sociedade está DOENTE.


Tenho uma matéria na faculdade chamada psicopatologia geral onde estudamos sobre as alterações mentais em comunhão com um organismo, dessa forma sem esquecer que existe a mente, mas também existe o corpo e vice-versa. Além dessa relativização importante para a formação de um profissional na minha área, assim como em outra também, aprendemos a relativizar outros conceitos de grande importância:


O Normal e o Patológico.


Nem toda alteração do corpo é uma doença. As variações do que temos como regra nem sempre são doenças, nem toda bactéria que entra em nosso organismo é prejudicial (sabia que sua flora intestinal é composta de bactérias que te ajudam na digestão de certos alimentos?), e podemos citar mais uma porção de alterações que são “normais” e da mesma forma podemos citar patologias que consideramos “normais”, Afinal, quem nunca pegou uma gripe? Só porque muitas pessoas adquirem a doença significa que ela é algo “normal”?


E você se pergunta nesse momento: Por que esse “maluco” ta falando disso?

Um motivo: mostrar meu ponto de vista.


Vivemos numa sociedade que tenta vender tudo a todo custo, que transforma as pessoas e as faz perder o controle de seus gastos, perder o controle de si mesmas quanto ao que querem comprar, perder o controle do seu limite afetivo, profissional, físico... isso é “normal” ou “patológico”? Estamos simplesmente entrando em um momento histórico diferente em que estamos, humanos, mudando como sempre mudamos ou estamos caminhando para uma doença que vai ultrapassar as barreiras do individual e chegar a instância do social mundial?


Estamos ficando consumistas, estamos nos matando, matando os outros, sendo mais egoístas, mais inseguros, mais necessitados de ter o outro para nós, com mais medos, cada vez mais distantes de nós mesmos, refletimos menos sobre o que fazemos, pensamos e somos... espere um momento! Somos seres que vivem em sociedade! Você também vê algo errado nisso? Agora eu te pergunto:


Sou eu quem está “maluco” ou nossa sociedade está “doente”?


Pense nisso.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Uma música chamada Lembranças


Uma música chamada Lembranças


Perdido no tempo, parado onde todos andam,

Estou fazendo algo que não sei: cantando,

Baixinho porque só quero ser ouvido por um.

Pelo alguém que sinto ter um mundo em comum.

Um mundo que não sei deixar em um canto.

Um lugar no qual não mais ando.


Saudades de algo que vive hoje em lembranças

E da mente não saem e não dão descanso

A esse pobre coração que bate pelo que sente.

Sentimento que não se entende,

Mas que faz bem e faz tanto

Que me faz feliz como uma criança.


Sonho com uma praia numa noite de lua cheia...

Ponho minha mão na sua e dedos entrelaçam...

Componho frases sem sentido pela distração...

O som da sua risada me deixa sem noção

Do tempo ou da distância do nosso caminhar.

E tento não olhar pra você, mas não dá.


Uma festa, luz baixa, sua cabeça em meu ombro,

Mãos dadas, seu peito no meu e isso basta.

Horas de sorrisos e músicas... e de você meu.

E a certeza de que quem você olha sou eu.

E a certeza de que sou seu.


Um filme, um sofá, dois pares de olhos,

Uma vontade, um dedo de distância...

E a pergunta: “E se fosse verdade?”

Uma questão de minutos...


A música é a história de dois corações

Que de tão parecidos, perderam o singular

Mas não perderam o que os mantinham:


O sentimento. O que os fazia cantar

E rir não importa o que faziam...


E a vontade de viver aquilo que hoje são só...


Lembranças...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Trovões de Dor

Trovões de Dor


É de um meio de trevas que surge o grito da Dor
Que violenta o silêncio de uma noite tranquila.
É um relâmpago no breu e um trovão que assusta o condor.

Tão alto como o trovão, o grito rasga o vento,
Os ouvidos e o peito de quem ouve a agonia de uma alma.
Alma que se pergunta de onde veio o grito que some lento.

Veio do relento de um coração deserto e frio.
É um som que destrói a paz de uma noite
E reflete o sofrimento de um detento.

Um prisioneiro da Agonia. Jogado nas masmorras
Da solidão e acorrentado com correntes feitas de Culpa.
Que força um grito tem diante do que o cerca?

É só mais um raio no meio da tempestade...
É só mais um trovão na imensidão escura...
Que deixa de ser foco quando o som assustador
Diminui e quem o ouviu volta a seguir seu caminhar.

Quem grita de Dor? Por que grita de Dor?
É uma voz suplicante que busca a redenção
É um peito vazio em que só cabe a Violência de existir.

Pois viver permite pensar e pensar rasga o peito sem matar.
Que tipo de inferno é esse onde nem mesmo se precisa morrer
Para correr nos corredores da Raiva e sem sair do lugar?

A cabeça sofre como o peito por causa dos Trovões
Que saem a plenos pulmões e deixam sem ar.
O Ódio de si toma o corpo machucado da Tortura mental
E sem direção tenta se libertar de tudo e só se machuca mais...

Mas não são paredes de pedra, não são correntes de metal.
A prisão é interna e para a mente não se mente.
Dela não se pode esconder o que nela vaga.

E depois de insistir e magoar a ferida com a tentativa inútil,
O Silêncio retoma seu lugar de carcereiro até que
Tudo recomece: os Trovões expulsem o silêncio
Como relâmpagos na noite escura, "aliviem" o sofrimento,
Gerem mais feridas por tentar se libertar
Desse lugar onde a luz não entra: a mente.

Escrevi essa poesia para alguém que estava se sentindo assim e falou comigo hoje. Quis mostrar que sei como você está se sentindo. Espero que as coisas melhorem. As vezes nem os raio de luz de um anjo podem rasgar algumas escuridões. As vezes as luzes precisam partir de dentro e não de fora.

domingo, 5 de abril de 2009

2ª Confissão


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When you look at the sky and see the moon, you’ll know that I’m looking at you

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Unusual me... or not....


Não é pra fazer muito sentido...

Só estou sentindo falta de ser incomum como um anjo...



UNUSUAL YOU - BRITNEY SPEARS



Nothin' about you is typical
Nothin' about you's predictable
You got me all twisted and confused
(It's so you)
Up 'til now, I thought I knew love
Nothin' to lose and it's damaged 'cause
Pattern to fall as quick as I do
(But now)

Bridges are burnin'
Baby, I'm learnin'
A new way of thinking now
Love, I can see
Nothing will be
Just like it was
Is that because

Baby, you're so unusual
Didn't anyone tell you you're s'posed to
Break my heart, I expect you to
So why haven't you?
Maybe you're not even human 'cause
Only an angel could be so unusual

Sweet surprise I could get used to
Unusual you

Ah-ah, ah ah
Ah-ah, ah ah
Ah-ah, ah ah
Ah-ah, ah ah

Been so many things when I was someone else
Boxer in the ring, tryin' to defend myself
And the private eye to see what's goin' on
(That's long gone)
When I'm with you, I can just be myself
You're always where you say you will be
Shocking, 'cause I never knew love like this
Could exist

sexta-feira, 27 de março de 2009

Muros


Como é fácil criarmos muros ao nosso redor e não deixarmos algo entrar ou sair do perímetro de nossas subjetividades. É incrível o poder de concentração e distância que conseguimos a partir de nossas mentes. Já percebeu que quando se quer esconder algo que se sente ou se esconder de algo somos bons fugitivos? Temos que salvar desse comentários pessoas que não tem tanta facilidade, mas ainda sim, quem não já fez isso uma vez na vida?

Quando consolidamos esses muros, eles se tornam maciços com o passar do tempo e chegam a ser impenetráveis. É uma ótima defesa se ela nos defendesse daquilo que nos causasse mal realmente. Muitas vezes nos escondemos de verdades. Muitas vezes escondemos as verdades dentro de nós. Sentimentos, pensamentos e atitudes que tiramos de circulação por causa de outros sentimentos, pensamentos e atitudes. Pura fraqueza de lidar com o que não queremos.

Esconder-se não é o pior dos problemas. Preocupante mesmo é o quão sólido se torna o muro que nos isola. Isola do que gostamos transformando tudo isso em algo estranho. E como se faz para atravessar algo intransponível? Como trocar idéias e transformar? Como mudar a ótica e ter uma visão mais abrangente e real? Tem como um muro assim ser algo bom?

Quando se está assim só quem construiu o muro pode destruí-lo. É um trabalho interno, um diálogo consigo unido à um desejo ardente de transformação. É um processo duro, sofrido pois sair de um comodismo confortante para um novo plano instável , desconhecido, onde tudo depende da sua luta pelo que deseja, é sob qualquer visão um desafio. Aceitar erros, rever atitudes, reconstruir pensamentos e compreender verdadeiramente sentimentos é parte do processo. Não. Realmente não é fácil.

Nós sempre temos escolhas. Jean P. Sartre, filósofo, já dizia que a não-escolha também é uma escolha. Acho que ele tem razão. É uma escolha nossa aceitar viver assim ou tentar fazer diferente. Funcionar ou não é consequência.

"O verdadeiro dom da vida é poder começar tudo de novo."

Não viva atrás de muros como esses. Seja aberto a tudo o que a vida tem para te oferecer, sem medo. Pode ser que no meio de um monte de feno você encontre um fio de ouro. Estar preso dentro de si é se impedir de ver um mundo de possibilidades. Não tenha medo. Triste é viver infeliz por não se ter tentado ser feliz.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Águas de (16 de) março


Você já teve vontade de adiar um dia especial? um dia que deveria ser especial para você? faltam 3 dias e eu queria que faltasse 1 mês completo. As pessoas dizem que um mês antes da data do seu aniversário você entra em um ciclo chamado inferno astral. Eu não acredito nisso, acho que pode ser uma grande bobagem, mas devo confessar que toda vez que estou para fazer aniversário eu vivo uma fase chata. Crise de consciência sobre absolutamente tudo. Não sei nem mesmo o que comemorar.

Estou com problemas de família, nas duas partes. Além disso, estou com problemas na minha vida sentimental. Eu ando sem saber o que pensar, o que fazer e sem nem saber o que tenho sentido. É como um estado anestésico. O que me assusta é o momento em que o efeito passar e eu voltar a perceber cada parte da minha vida. Uma coisa mudou. Não sinto mais a necessidade da solidão. Já tenho vontade de me relacionar apesar de saber que em algum momento eu vou ter q pensar nas coisas que deixei para resolver. Como se comemora alguma data "especial" sem nem ter cabeça para isso? Com tantas coisas que não podem mais ser deixadas de lado? Como posso ser uma pessoa que para a vida para comemorar alguma coisa e deixa tantas outras importante de lado? Não sei fazer isso.

Parece que mais uma vez vai chover nesse meu "dia especial". Não me admira. Na verdade seria estranho não ver as águas de março como todo ano.

Sabe o que eu queria de verdade? Que o tempo congelasse e fosse dia 13/03/09 por um ano inteiro. Acho que eu teria mais tempo para descobrir mais motivos para comemorar uma data especial. Será que seria tempo suficiente para arrumar a bagunça que tá a minha cabeça? Eu sei que estou chovendo no molhado. Não adianta ficar falando do que seria ou melhor, do que não vai acontecer. Mas seja razoável: é tentador, não é? Eu sei, tenho que enfrentar as coisas que vão vir. Não estou pronto, mas não tenho tempo. Me deseje sorte? Vou precisar. Tenho 3 dias para resolver tudo ou dar um jeito em quase tudo para sem descanso pensar em algo para ter o que comemorar o dia 16 de março do ano de 2009. Mais um 16 de março sem saber direito o que comemorar...

E por falar nas águas de março, parece que elas me ouviram lamentar. Estão caindo do céu como o pranto do amor de verão... pelo menos os raios iluminam o céu e os trovões quebram o silêncio da noite.

terça-feira, 10 de março de 2009

Everybody Hurts



Hoje eu ouvi uma música que o The Corrs apresenta em um dos seus shows e eu lembrei que...

Everybody Hurts (The Corrs)


When your day is long and the night
Quando o dia é longo e a noite,

The night is yours alone
A noite é somente sua,

When you're sure you've had enough of this life
Quando você tem certeza [que] já teve o suficiente desta vida,

Well hang on
Bem, persista...

Don't let yourself go, 'cause everybody cries
Não desista de si mesmo, Pois todo mundo chora

and everybody hurts, sometimes ...
E todo mundo sofre, às vezes...

Sometimes everything is wrong,
Às vezes tudo está errado,

Now it's time to sing along
Nesse momento é hora de cantar junto

When your day is night alone (hold on, hold on)
Quando seu dia é noite, sozinho, (Agüente, agüente)

If you feel like letting go (hold on)
Se você tiver vontade de desistir (Agüente....)

If you think you've had too much of this life
Se você achar que teve demais desta vida,

Well hang on
Bem, persista...


'Cause everybody hurts
Pois todo mundo sofre,

Take comfort in your friends
Consiga conforto em seus amigos.

Everybody hurts
Todo mundo sofre...

Don't throw your hands, oh no
Não se resigne, Oh não!

Don't throw your hands
Não se resigne

If you feel like you're alone
Quando você sentir como se estivesse sozinho.

no, no, no, you're not alone
Não, não, não, você não está sozinho...


If you're on your own in this life
Se você está por sua própria conta nesta vida,

The days and nights are long
Os dias e noites são longos,

When you think you've had too much
Quando você sentir [que] teve demais

of this life, to hang on
desta vida para persistir...


Well everybody hurts,
Bem, todo mundo sofre

sometimes, everybody cries,
Às vezes, todo mundo chora.

And everybody hurts ...
E todo mundo sofre

sometimes
Às vezes...

But everybody hurts sometimes
E todo mundo sofre às vezes...

So hold on, hold on, hold on, hold on, hold on,
hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Então agüente, agüente...
Agüente, agüente, Agüente, agüente, Agüente, agüente...



Everybody hurts
Todo mundo sofre...

You're not alone
Você não está sozinho...


E acho que muitas vezes eu esqueço disso. Eu sou tão humano quanto qualquer um. Preciso lembrar mais disso...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Queria ser um anjo... um de verdade


Tem horas que eu queria ser um anjo de verdade. Não sei se ter asas ou não. Talvez os anjos não sejam como costumamos representar. Talvez seja somente alguém que aparece no lugar e no momento em que precisamos deles. Como mágica. Talvez eles sejam cercados de uma luz forte e quente. Acolhedores e com rostos ternos. Capazes de acalmar com um simples olhar. Quem sabe eles tenham habilidades especiais, mágicas, façam milagres... Não sei. O que quer que um anjo seja capaz de fazer iria trazer paz para os corações das pessoas.

Acho que queria ter asas, ou teletransportar. Queria poder estar onde houvesse um coração triste que precisasse de mim. Queria poder ter a aura brilhante e cálida para confortar. O rosto sereno para trazer paz e o olhar terno para acalmar a aflição, a dor, a angústia e a ansiedade.

Não é um desejo de ser alguém especial, é o desejo de poder estar com as pessoas e ajuda-las. Ajudar também a quem amo. Queria poder estar do lado dessas pessoas... na hora que quisesse...

Mas não sou um anjo. Sou uma pessoa comum. Alguém que só pode oferecer as qualidades e defeitos de um ser humano cheio de boas intenções, nada mais. Alguém que pode até atrapalhar quando tenta ajudar, mas que não consegue deixar de tentar. Eu faria até mais se pudesse... Talvez se o mundo não fosse, hoje, um lugar para quem TEM e não para quem É.

Eu queria ser um anjo... um de verdade...

terça-feira, 3 de março de 2009

Mundo Injusto, Humanos Corrompidos


Que mundo é esse em que é tão caro se dar o MÍNIMO de conforto para alguém no final de sua vida?

Que mundo é esse em que dar o MÍNIMO de estrutura para uma pessoa doente é TÃO CARO?

Que mundo é esse que perde o HUMANO em troca da MATÉRIA?

Que mundo é esse que TUDO CUSTA e NADA VALE?

Que mundo é esse que não dá o MÍNIMO para alguém que LUTOU por causa irracionalidade humana dos que aceitam a GUERRA?

Que mundo injusto é esse em que meu avô é um dos MUITOS QUE SOFREM INJUSTIÇAS?

Que mundo injusto é esse que tem INJUSTIÇAS PIORES DO QUE AS DO MEU AVÔ?

FICA AQUI UM PROTESTO PELA FALTA DE HUMANIDADE DOS SERES HUMANOS corrompidos pelo PODER E DINHEIRO.

Uma batalha desigual

Tem momentos na vida que o mundo - e entenda mundo como todas as pessoas ao seu redor - te pede mais do que você pode dar. Analisando bem isso podemos entender como parte do desenvolvimento do ser humano. Como em um RPG (Role-Playing Game). Você é um personagem da história e a cada feito, sobe de nível e enfrenta desafios a sua altura ou um pouco acima para evoluir e ganhar levels. Dessa forma se segue o jogo até que ele termine. Podemos ver a vida como um RPG então, não acha?

E quando a vida te pede para enfrentar algo com o qual você não está preparado para batalhar? E quando sua espada não é afiada o suficiente para cortar a pele dura do Orc? E quando suas magias não conseguem fazer mais que um arranhão no inimigo? É a hora de procurar uma nova estratégia. Pena que na vida, apesar de podermos mudar de estratégia, não podemos procurar um desafio a altura e esperar o tempo certo para lidar com o mais difícil.

Hoje vejo o quanto sou criança e infantil. O quanto de tempo eu perdi sendo isso. Deixando de lado provas que me dariam experiência para enfrentar o que vejo como um desafio maior do que posso enfrentar. Como fui tolo e como sou tolo de acreditar que minha inocência tem alguma utilidade. Ou minha ingenuidade, ou meu jeito fantasioso de ser. Ser criança em um mundo de adultos é não ter chances de sobreviver. O mundo me cobrou muito antes da hora - ou talvez na hora certa, pois o errado pode ser eu em não ter amadurecido mais no tempo certo - a Responsabilidade, o Comprometimento, o Posicionamento e a Coerência de um adulto quando eu só me sentia um adolescente. Talvez alguém 10 levels abaixo do que eu deveria ter. Talvez seja como um Anjo lutar como um Guerreiro.

Ter que me colocar em posição para essa batalha é algo com o qual eu nunca havia sonhado. Sempre fazendo o meu papel básico da melhor maneira possível, em uma reviravolta, me vi no Lugar do meu Pai. Sem muita opção pois a Família pedia ajuda. Estou fazendo o que posso, mas reconheço o quanto eu não estava preparado para isso e mesmo assim tenho que fazer pois é para um bem maior. Alguém que amo. Alguém que merece isso 3 vezes mais.

Não é uma causa que eu possa abandonar. Não estou também fazendo corpo mole. Estou fazendo tudo o que posso, dentro dos meus limites. Espero que as pessoas percebam e reconheçam meus esforços. Ser cobrado como adulto sem ser um é enfrentar desarmado algo mortal. Eu agradeço a sanidade, o juízo, o equilíbrio, a determinação e a sutileza que me foram ensinadas. Eu poderia não dar conta nem da metade do que estou fazendo e ainda poderia sair com graves avarias dessa batalha. Estou reagindo bem, mas me sinto exausto.

Espero vencer. Não sei de onde tiro minhas forças, mas espero continuar assim. Temo ter de deixar a criança para trás. Temo ser um adulto que esqueceu que foi criança e/ou esquecer ser criança. Sinto que essa será a primeira das batalhas desiguais...

domingo, 1 de março de 2009

A companhia da Solidão


Estou com uma estranha vontade de ficar sozinho. Não estou com paciência para nada. Estou cansado. Se eu pudesse não falaria com ninguém. Estou irritadiço. Tudo está me tirando do sério. até coisas poucas. Parece que nada é capaz de me acalmar ou me fazer ficar menos avesso ao contato com qualquer pessoa. Conviver cansa, conversar cansa, ouvir cansa, até ser eu mesmo me cansa as vezes. Mas tudo bem, acho que todo mundo cansa um pouco do que é, não é verdade?

Estou com medo de ser grosso com as pessoas. É como se eu estivesse a milímetros de ser rude com alguém. Estou ficando mais em casa e quando eu tenho uma oportunidade de ficar sozinho me sinto até melhor. A solidão, como antes, tem me sido uma boa companheira. Isso me preocupa um pouco porquê sei até onde esse sentimento pode levar. é uma tênue fronteira entre o isolamento total e o desejo de passar mais tempo consigo mesmo.

Quando me sinto assim é como se cada assunto fosse entediante. Parece que você não vê a hora de aquela conversa terminar. O som de qualquer barulho é mais suportável do que o som cheio de significado que vem da boca das pessoas. Você quase pede para não ter que entender tudo o que está sendo dito. Esquece até mesmo de que pode magoar a pessoa que está falando, mas tudo o que você queria era um pouco de silêncio...

É uma vontade como a de apagar a luz para dormir quando se está morrendo de sono. É uma solidão amiga. Talvez a única que saiba quando te ouvir, quando ficar calada e quando estar ou não perto de você.

Você já sentiu isso? Pois é. Acho que era tudo o que eu queria. A companhia da Solidão.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A terra dos anjos

"É, acho que é isso o que eu mais queria. Queria achar um refúgio. Um lugar longe de tudo para onde eu pudesse correr. Um lugar menos hostil, menos estranho a mim, menos distante das minhas fantasias... Um lugar que me detivesse como aquele em que eu detenho os meus pensamentos na minha mente. Talvez um lugar mais meu. Mais próximo de mim. Com mais daqueles parecidos comigo. Aqueles que eu vi nos meus sonhos. Talvez aquele lugar que eu vejo quando olho através das coisas. Aquele que ninguém mais conhece ou ouviu falar. Aquele que nem mesmo descrevendo as pessoas se aproximam dele na imaginação. Algo que ninguém realmente nunca tenha visto.

Ele é minha lembrança mais clara: o mundo lá é tão verde que qualquer planta gostaria de viver lá. As fadas cuidam dos bosques e de seus habitantes. Os animais vivem em harmonia. Lá se vive pelo que se produz e o que se produz se utiliza para se viver. Nos alimentamos do que a terra nos entrega pelas árvores. Somos todos como frutos dessa terra que fala conosco pelo vento, pela água, plantas animais e pela própria terra. Os espíritos da vida viajam por entre as plantas, perto das águas, perto do mar, nas montanhas. Criaturas incríveis habitam esse lugar. De todos os tipos: comuns, conhecidos, misticos, lendas. Pode-se sentir a presença da música em qualquer lugar. É como se existissem espíritos que passam a vida cantando. É tão melodioso que parece magia. As estrelas descem dos céus e brincam no ar durante o dia e durante a noite voltam ao céu para ajudar a iluminar com o luar. O sol e a lua se encontram todos os dias. Quem sabe lá não existam anjos?

Eu me lembro de ver pessoas nesse lugar. Nesse meu lugar. Pessoas que sorriam como eu. Que pareciam comigo. Por dentro, não por fora. Podia ver a luz que eles emanavam e aquilo seria felicidade. As vezes nem todos estavam lá. Era como se tivessem que viajar, mas eles voltavam. No meu sonho eu não via como chegar lá, nem como eu poderia sair. Parece que eu só preciso saber que ele existe. Um lugar para mim. Um lugar Meu. Ao qual pertenço. Com meus Iguais... sejam eles quem forem...

Queria que o caminho para esse lugar aparecesse agora, na minha frente, como se tivesse descido do céu... como uma escada... e no alto estivesse a luz, a passagem...

Se eu pudesse, era pra lá que fugiria. Era pra lá que eu iria agora. Era lá que eu queria estar...

Talvez lá seja a terra dos anjos..."

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Aquilo que esperam de nós


Devemos ser o que somos? (Parte 2)

Você já se perguntou o peso de ser quem você é? É uma questão interessante. Toda ação requer uma reação, segundo a Terceira Lei de Newton. Nossas ações provêm de pensamentos ou comportamentos automáticos. Agir então é uma forma de se expressar. Da mesma forma, o não-agir também é uma forma de expressão. (Esqueci quem foi o pensador que falou isso). Dessa forma afirmamos o tempo todo o que somos. Que peso será que isso tem? Quais as consequências?

Em outra ocasião, eu já discuti se devemos ser quem somos. (Devemos ser o que somos?) Minha opinião sobre isso é "seja você mesmo e aceite os riscos". já questionei também sobre o comportamento egoísta do ser humano. (Egoísmo e indiferença...) Diante desses dois questionamentos eu faço outro: será que somos aceitos como somos?

Em um mundo cada vez mais desligado das boas relações entre as pessoas, um mundo que nos cobra uma produtividade exagerada em todos os aspectos da vida, um mundo que rejeita os menos aptos, o homem trata o homem como um empregado. Estamos sempre esperando que todos preencham nossas espectativas. Quase nunca nos preocupamos em aceitar o outro com suas qualidades e defeitos e assim esperar outro resultado. Compreender a limitação de cada um e parar de cobrar parentes, amigos e conhecidos como se eles fossem máquinas das quais buscamos sempre o superávit.

Será que somos capazes de ser menos egoístas, menos indiferentes aos outros, mais compreensivos, mais prestativos com os outros em suas dificuldades para finalmente agirmos de humano para humano?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O Caos, de dentro pra fora...

Sabe quando você só quer correr, correr, correr... sumir... gritar muito alto e até chorar enquanto corre sem se incomodar com quem vai olhar? Sem se importar para onde está andando?

Sua garganta fecha, coração dói quando se contrai, seus olhos perdem o foco e embaçam por causa das lágrimas, você não se mexe, sua respiração se torna curta e inaudível... suas mãos se fecham, você olha para o chão e não sabe o que fazer. Não quer despejar toda aquela energia ruim em choro para não ser criticado, chamado de fraco... você procura um refúgio, mas não tem. Você resolve correr... correr... correr... e as lágrimas ganham força, dobram as esquinas nos olhos e escorrem para as orelhas por causa do vento no rosto. Seus punhos serrados ferem a palma da sua mão mas você nem sente. Vem uma coisa na sua garganta e sem forças você deixa passar o grito.

Mesmo sem direção você só corre. Não tem nenhum lugar pra ir, mas quer fugir. Se livrar daquilo que dói...

Procurar liberdade...

Procurar uma zona com menor pressão...

Procurar um lugar para sumir...

Queria poder fazer isso. Apesar de não se precisar de um lugar para correr, eu não tenho um caminho para percorrer, ou eu já estaria nele. Punhos serrados, mãos já machucadas. Olhos embaçados e sem foco escondidos por sorrisos falsos. O grito está mudo porquê não posso acordar os vizinhos... mas será que alguém ouviria?

Alguém é capaz de entrar no mundo de outra pessoa e acalmar uma tempestade? O caos? Talvez o armagedon?

Tem alguém ai?*gritando*

Alguém pode ouvir?*gritando*

*choro*aaaaaaah!!*grito*

=’(

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A menina, o sótão e o abajur em forma de anjo



A menina, o sótão e o abajur em forma de anjo

Era uma vez uma menina em um sótão escuro em uma noite de chuva.
A janela permitia ver a luz dos raios que do lado de fora da casa rasgavam o céu escuro da noite como se rasga um pedaço de seda.
Os barulhos não era abafados pois a madeira do telhado não isolava o seu interior com eficácia.
Os raios e um pequeno abajur velho em forma de anjo eram a única iluminação no cômodo.
O anjo parecia tentar alcançar alguma coisa e em sua mão, ao alto, se encontrava a lâmpada incandescente em volta de uma esfera de vidro.
A primeira vista era inusitado, mas trazia algum sentido para quem o observava por alguns minutos, assim como a menina fazia.
Encolhida em um canto do sótão, ela abraçava seus joelhos e estes seguravam seu queixo.
Não se via medo em seu olhar fixo para o estranho abajur de anjo.
Era um olhar distante, perdido... talvez tanto quanto seus pensamentos.
Os trovões estrondeavam sem ritmo enquanto a chuva caía constante e forte. Os pingos da chuva batiam nas calhas do telhado como pedras no metal enferrujado do sistema de escoação da casa.
Quem não se sentiria desconfortável em um lugar assim?
Mas a menina não estava. Era como se já esperasse algo inevitável.
O barulho, o escuro, a solidão do sótão lhe eram quase familiares.
Ela já estava ali a tanto tempo que talvez ela mesmo não soubesse quanto ao certo.
Seus traços doces e sutis faziam contraste com o fundo abandonado, escuro e barulhento.
Ela não parecia procurar nada, nem ninguém, nem sequer um pensamento.
De repente, os trovões ecoaram mais fortes, os raios piscaram com mais intensidade, uma janela se abriu com o vento deixando a chuva molhar o chão de madeira e a luz que o anjo segurava piscou algumas vezes.
Delicadamente a menina se levantou sem vontade como se tivesse sido chamada por alguém que interrompeu sua viagem interna.
A luz piscou de novo e mais ameaçante.
Parecia que estava para apagar.
A menina então olhou para os do anjo e a luz que ele segurava foi se apagando à medida que ela ia ficando translúcida.
A luz se apagou e ela sumiu.
Nesse momento ela acordou lentamente.
Estava sentada no mesmo lugar de antes e a luz do abajur de anjo ainda estava acessa. Tudo como antes.
A chuva, os trovões, os raios, a escuridão, a solidão.
Ela teve um sonho, talvez um pesadelo, não se sabe.
Ao perceber o sonho ela se levantou da mesma forma que em sua ilusão e andou na direção da luz e do anjo e olhou nos olhos do anjo e perguntou-se:
“será que você existe?”
Olhou para a lâmpada e perguntou-se:
“será que você vai se apagar?”
Caminhou até a janela que se abriu em seu sonho, olhou para o lado de fora onde a tempestade castigava um campo verde inundado e se perguntou:
“será que um dia a calmaria virá?”
Seu olhar permanecia distante.
E ela virou-se, andou e dessa vez deitou-se aos pés do abajur em forma de anjo que parecia tentar alcançar alguma coisa e em sua mão, ao alto, se encontrava a lâmpada incandescente em volta de uma esfera de vidro.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Incompetência, incompreensão e silêncio


E começamos bem o ano...

Sabe quando você está de saco cheio de seguir regras, fazer o que tem q fazer, o que deve fazer, fazer pelos outros, não frustrar expectativas dos outros? Quando você se sente oprimido por tudo e todos e só quer um momento para respirar e mergulhar de novo nessa vida de pressão? Como é difícil achar alguém que te entenda e acalme, não é? A gente se encerra no próprio silêncio em busca de algo que não se sabe o que é. Solução? Neutralidade? Distância? Mas você silencia. Incomoda sim e bastante, mas ninguém te entende. Falar não parece ser uma boa opção. As pessoas passam a ser aquilo com que você não quer ter contato. Não naquele momento.

Será que existe uma situação tão ruim quanto se sentir incompreendido? Se imagine em um lugar distante de tudo. Andar sozinho por um caminho nada familiar. Que tal uma festa com a música alta onde é difícil de falar e ser ouvido porque a música está alta e todos querem só dançar e beber? Ou talvez um barzinho onde todos conversam fervorosamente, sorriem, brincam, se divertem e você participa de tudo sorrindo mas sem falar nada. Você não sabe falar o idioma deles...

O mundo sempre te pede e você corre atrás para dar. O mundo precisa girar e você não pode nadar contra a corrente ou ela atropela. Será que sempre conseguimos dar o que nos pedem? Será que temos a capacidade de fazer tudo sempre? Será que temos o direito de falhar as vezes? Talvez não, pois a máquina capitalista gira sempre e o mundo não pode parar para consertar um coração partido, nem esperar que ele se recupere. Nunca a Seleção Natural de Darwin fez tanto sentido, não é? É como se esquecêssemos que somos humanos e a humanidade engloba a falha como algo necessário e útil, pois aprendemos por Contingências – afinal o Behaviorismo faz sentido e tem utilidade.

Você já se sentiu como se tivesse que dar o dobro do seu melhor em tudo o que faz para ser como qualquer outra pessoa? Já precisou fazer isso algum dia? Se sentiu determidado no início? Se cansou em algum momento? Alguma vez não conseguiu o que buscava? Como foi? A estafa domina a mente e transmite ao corpo uma falta de força. Até pensar fica desgastante. Por algum tempo, aquela idéia de incapacidade te consome, porém ela passa. “Bola pra frente”... “Acontece”... e tudo começa novamente, certo? E se você sentisse que você precisa se doar em dobro em quase tudo? Como seria? E se não alcançasse seus objetivos, mesmo dessa forma? O quanto você agüenta as frustrações? Não se esqueça, o mundo sempre está pedindo coisas a você...

É cansativo. É maçante. É frustrante. É estressante. É triste. É pior ainda quando não tem alguém que entenda, pode acreditar. Se isolar parece uma boa saída, afinal você sabe o que se passa. Você procura em si uma resposta para pensamentos tão tristes. Isso resolve. Por algum tempo. Não para sempre. Quando não mais funciona, você só quer sumir. Sente raiva, perde a paciência e a vontade de agir. As vezes se sente um inútil, afinal, o que você sabe fazer bem? Será que é possível lembrar disso nessa hora? Será que o mundo ajuda?

Acho que é nessa hora que você se sente desajustado. Pensando onde é que você se encaixa, onde é seu lugar, o que você sabe fazer, onde isso é útil... você reza para que a ciência e a fé estejam equivocadas e realidade seja algo surpreendente, novo e diferente delas. Que exista algo que não se explique mas resolva o que não tem solução. Até lá, se sofre calado.

Malditas expectativas! Maldita incompreensão! Maldita incompetência! Maldita forma diferente de ser!

Compreendeu? Não? Tudo bem, não se preocupe. Não me surpreende. É sempre assim...